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Peregrina brasileira na Europa went for a hike.
3 days ago
PUENTE LA REINA ATÈ LOS ARCOS Camino Francês
31.03.2026 A etapa de hoje começou em Puente la Reina às 7:30 da manhã e terminou em Los Arcos às 19:00. Foram 44 quilômetros de entrega, superação e momentos que vão ficar para sempre na memória. Antes mesmo de chegar a Estella, com cerca de 18 km percorridos, algo dentro de mim já dizia que não era hora de parar. Eu queria mais. Queria continuar, ir além, caminhar até onde o dia permitisse. Durante uma pausa em Villatuerta, tomei minha decisão: seguir. Mesmo sabendo que a euforia poderia, mais tarde, dar lugar ao cansaço. Mesmo assim, escolhi continuar. E foi uma das melhores decisões. Depois de Estella, o caminho se abriu em paisagens deslumbrantes — campos, luz dourada, silêncio e vento. Passei pela famosa Fuente del Vino da vinícola Irache, um daqueles momentos únicos do Caminho, quase simbólicos, que fazem a gente sorrir sozinha. E eu sorri. Muito. Caminhei leve, feliz, presente. Os quilômetros passaram como se fossem parte de uma dança. E, em muitos momentos, eu realmente dancei — ali, no meio do caminho, sem medo, sem pressa, apenas sendo. Os pés e as pernas só começaram a reclamar nos últimos 3 km. Até ali, era pura energia, gratidão e alegria. Hoje fui uma peregrina inteira. Feliz de verdade. Radiante. Grata pela vida, pelo corpo que me levou até aqui, pelas paisagens, pelos encontros — e por mim mesma. Hoje eu vivi um sonho simples e, ao mesmo tempo, imenso: ser feliz no caminho. E eu fui. Espero conseguir transmitir um pouco desse sentimento através das imagens. BUEN CAMINO ULTREIA
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4 days ago
Irotz até Puente la Reina Camino Francês
30/03/2026 Saí de Irotz às 8:15 com destino a Puente la Reina, encarando uma etapa longa de aproximadamente 35 quilômetros, com passagem por Pamplona. Logo nos primeiros 7 km já cheguei à cidade — e que contraste! Pamplona estava despertando, cheia de movimento, carros, pessoas indo e vindo… uma energia completamente diferente da tranquilidade do Caminho. Foi interessante ver esse outro lado, mas confesso que o barulho e a correria me fizeram acelerar o passo para voltar logo à paz das trilhas. Depois da cidade, o desafio do dia já estava bem claro no horizonte: o famoso Alto del Perdón. A subida impõe respeito quando vista de baixo, mas, passo a passo, ela se mostrou mais gentil do que parecia. Em menos tempo do que eu imaginava, já estava lá no alto. E que sensação boa! Sempre quis conhecer esse ponto icônico do Caminho, com suas esculturas de peregrinos e o vento constante. Missão cumprida — e com um sorriso no rosto. Do alto, começa a descida (que também exige atenção!) e ainda restavam cerca de 10 km até Puente la Reina. O cansaço já dava sinais, mas o cenário ajudou a manter o ânimo. Ao chegar, encontrei uma cidade charmosa, com várias igrejas e uma rua principal cheia de construções históricas. Um daqueles lugares que valem a pausa, o olhar atento e, claro, um respiro mais longo. No fim das contas, foi um dia intenso, com de tudo um pouco: cidade grande, subida desafiadora, vistas incríveis e uma chegada recompensadora. É isso que faz o Caminho ser tão especial — cada dia traz uma experiência diferente. Agora é descansar, porque amanhã tem mais estrada pela frente. Até lá. BOM CAMINHO ULTREIA
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5 days ago
De Roncesvalles até Irotz CAMINO FRANCÊS
29.03.2026. 35 km Hoje o meu dia de caminhada iniciou em Roncesvalles com muito frio e um caminho coberto de gelo. Lindo e espetacular. Com a companhia de vários peregrinos iniciei e jà estava claro que o dia prometia. As montanhas cobertas de neve o barulho do caminhar na neve e ora ou outra as conversas entre os peregrinos. Estava amando e me sentindo muito bem fisicamente e mentalmente. Jà havia esquecido o frio e os pirineus da primeira etapa. O caminho atè Zurini foi do geito que eu gosto. Ora subida ora descida, caminhos largos e bem sinalizados. Apartir dos 17 quilômetros me despedia da montanha. A descida foi bem considerável jà que desci 5 quilômetros tendo altitude de 860 chegando a 580. Para quem caminha sabe que os joelhos sofrem com tamanha pressão. Mas ao chegar em Zubiri pude aproveitar uma pausa merecida com a família no motorhome e depois de comer uma maravilhosa macarronada seguindo de um café com leite e bolo de chocolate, pude então continuar o caminho. E foram ainda mais 12 quilaté chegar em Irotz. 12 quilômetros de muita beleza natural, tendo a floresta e o rio Arga embelezando e deixando o caminho ainda melhor. E com um sorriso de satisfação no rosto completei a etapa com 34,9 quilômetros. Estou super satisfeita e anciosa pra continuar amanhã. Espero que estejam comigo! BOM CAMINHO ULTREIA
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6 days ago
SAINT-JEAN-PIED-DE-PORT ATÉ RONCESVALLES caminho francês
28.03.2026 Depois de quase três meses de pausa, voltei ao Caminho de Santiago — e já comecei com uma das etapas mais emblemáticas. Deixei a Via Podiensis para trás e iniciei o Caminho Francês em Saint-Jean-Pied-de-Port, no sul da França. Fiz questão de começar exatamente no portão da cidade, aquele ponto clássico de partida dos peregrinos, para reviver um pouco da energia única que se sente ali. A etapa de hoje foi até Roncesvalles, já na Espanha — cerca de 25 km atravessando os Pirineus. E sim… é exatamente tão desafiador quanto dizem. Os primeiros 5 km até enganam, são tranquilos e dão uma falsa sensação de facilidade. Mas depois disso começam as subidas longas e constantes, especialmente entre os km 5 e 14. É um esforço físico e mental, ainda mais quando o clima resolve testar a gente. Hoje tive neblina, vento gelado e bastante frio — o tipo de combinação que faz qualquer subida parecer ainda mais intensa. Então fica a dica: não subestime os Pirineus. Apesar do desafio, é impossível não se impressionar com a grandiosidade do lugar. A paisagem é forte, quase imponente, e te faz caminhar com respeito. A parte final da etapa já foi mais leve: uma descida pelos bosques, com o chão coberto de folhas do outono-inverno — um cenário lindo e silencioso. E claro, um dos momentos mais marcantes foi cruzar a fronteira da França para a Espanha. É simbólico, dá aquela sensação real de avanço no caminho. Saio dessa etapa muito grata pela acolhida dos franceses e cheia de expectativa para o que vem pela frente na Espanha. A cultura, as pessoas e toda a vivência do caminho por lá me deixam ainda mais animada. Estou feliz por estar de volta — e vivendo tudo isso. Bom Caminho Ultreia
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December 30, 2025
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Peregrina brasileira na Europa went for a hike.
December 29, 2025
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December 28, 2025
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December 27, 2025
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December 26, 2025
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December 25, 2025
Aire-sur-l'Adour até Pimbo Via Podiensis
Meu dia começou mais tarde do que o habitual. Às 9h35 deixei Aire-sur-l'Adour com destino a Arzacq-Arraziguet. O plano era simples: 33 quilômetros, daqueles que a gente olha no mapa e pensa “vou tirar de letra”. E estava indo bem. Passo firme, cabeça tranquila, coração confiante. Até que, 18 quilômetros depois da saída — e cerca de 10 antes de Pimbo — meu tornozelo direito resolveu se manifestar. E não foi com delicadeza. Foi dor forte mesmo. Daquelas que começam como aviso e rapidamente viram alerta. Tentei de tudo. A cada banco no caminho, eu parava. Alongava as pernas. Respirava fundo. Retomava mais devagar. Evitava forçar o lado machucado. Ajustava o passo. Conversava comigo mesmo. Mas a dor não negociava. Só aumentava. Nos 3 quilômetros antes de Pimbo veio a parte mais difícil: aceitar. Entendi que insistir não seria coragem — seria imprudência. Peregrinar também é saber parar. É respeitar o corpo que me trouxe até aqui. Hoje foram 28 quilômetros. Não os 33 planejados. E tudo bem. Amanhã, se Deus quiser, continuo. Quero muito chegar a Saint-Jean-Pied-de-Port. É um desejo que vem do fundo do coração. Uma meta que carrego nos pés — mesmo quando eles doem. Hoje foi dia de aprender que nem todo avanço é medido em quilômetros. Às vezes, é medido em sabedoria. Nos vemos na próxima etapa. Torçam por mim. Buen Camino. Ultreia.
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