Uma das primeiras notícias relativas a
Amoso data de 1077, confirmando a existência da freguesia de Santa Eulália.
Implantada em lugar baixo e alagadiço, a Igreja do antigo mosteiro de Arnoso tem uma localização que não é comum no românico português e que poderá ter sido uma das causas da redução do
seu programa construtivo.
Embora não seja possível confirmar o seu local de origem, no tímpano do portal sul está inscrita a data de l 156. Uma outra epígrafe, hoje avulsa, terá sido retirada, durante as obras de restauro realizadas pela DGEMN, da face exterior da parede norte da nave, junto do primeiro contraforte. A sua posição original parece confirmar a data de uma das fases da construção românica: | 124.
Os muros da parcela mais oriental da nave são ritmados por arcadas cegas, já que inicialmente se destinavam à cabeceira, indiciando um programa pensado para a construção de um templo de maior escala.
Na cabeceira, destaca-se a escultura figurativa cujo sentido parece ser o da luta, da tensão e da ameaça, apontando para a presença das forças do mal e para a permanente luta entre o homem e as entidades maléficas.